Tudo indica que o ano de 2013 vai ser de grandes feitos para o vinho do Dão. As variações de
temperatura que se fizeram sentir durante o ano passado, no nosso país, podem
ter dado origem a melhor colheita de
vinho do Dão de todos os tempos.
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Dão é uma das regiões produtoras de vinho portuguê Créditos de Imagem |
Os produtores da região falam da
chuva persistente como um dos principais factores do desânimo geral que se
instalou, em meados da época de produção. “Foi preciso ter estômago” explica
José Perdigão, produtor da Quinta do Perdigão, em entrevista à
SIC, para ver a quantidade de precipitação que se abateu sobre as castas.
Mas andar com o coração nas mãos,
compensou. O ano de 2013 tudo indica que vai ser o ano ideal dos vinhos da região. Os vinhos brancos do Dão, por exemplo, têm
uma qualidade superior ao normal, com um nível de álcool alto devido a elevação
de temperatura que se registou no final das vindimas. Isto desidratou as uvas e
concentrou o álcool, resultando em vinhos muito mais corados e encorpados,
explicam os produtores da região.
A adega, Quinta do Perdigão em Viseu, pode ser considerada uma referência
para perceber o que vai acontecer na região durante o ano. Esta casa
experimentou já alto sucesso nos países nórdicos e com uma pontuação de 90
pontos, dados a este vinho, pelos críticos mais influentes, tudo indica que esta
região vai ter um ano fantástico.
O investimento de equipamentos e
formação, tanto por parte dos pequenos produtores como da associação
cooperativa, reflectiu-se neste início do ano, para esta região. Este trabalho
conjunto teve impacto positivo, também, nos números da exportação, que reflectem a qualidade
do vinho produzido nesta região.
José Perdigão diz que o Dão nunca
foi tão competente nem teve tantas marcas conceituadas como agora e que o
caminho a seguir agora é o de manter e não esquecer que este sucesso só vem do trabalho.